“Só cumprindo as indicações de confinamento conseguiremos evitar que a capacidade do nosso Sistema de Saúde entre em colapso”

O DZ teve o gosto de estar à conversa com o Brand Manager/Administrador dos Laboratórios Fernanda Galo, Daniel Barreira, onde abordámos o impacto do surto de COVID-19 sobre a atividade da empresa, bem como aquilo que mudou no quotidiano dos seus colaboradores. Os laboratórios Fernanda Galo têm estado na linha da frente, disponibilizando uma série de serviços à população, e Daniel Barreira, farmacêutico de formação, e Mestre em Ciências Farmacêuticas, fala com orgulho da sua equipa.

DZ – Daniel, antes de mais muito obrigado por aceder ao nosso pedido de entrevista, e pela constante disponibilidade dos Laboratórios Fernanda Galo em colaborarem com o nosso jornal. Gostaria de começar por perguntar-lhe, enquanto empresário responsável por um laboratório e uma considerável rede de postos de colheita na nossa região do Médio-Tejo, como tem sentido os efeitos desta pandemia? Os laboratórios continuam a funcionar a 100% em todas as localidades?

É sempre um gosto colaborar com o DZ, um jornal de referência que presta um verdadeiro serviço público na nossa região, que se torna ainda mais relevante nos tempos que correm, em que o acesso á informação fica muitas vezes mais comprometido.
Em relação aos efeitos que a Pandemia COVID19 tem tido sobre o nosso laboratório, é evidente que são muitos e marcadamente negativos, dado que pelas condicionantes que se conhecem e devido ao confinamento existente muitas consultas e actos médicos de ambulatório foram adiados, sendo por isso a nossa atividade normal toda ela também adiada. Este é um verdadeiro problema pois existem actos em saúde que não podem ou não devem ser adiados sob pena de outros problemas de saúde não-COVID persistirem ou até agravarem-se.
Tivemos, claro, que diminuir ou encerrar parte da nossa atividade em várias das localidades onde estamos presentes. Contudo, adotámos estratégias para que os nossos utentes sentissem os mínimos efeitos possíveis e pudessem continuar a contar com os resultados das nossas análises.

DZ – Nas localidades onde tiveram de encerrar, de forma preventiva e momentânea, os vossos postos, ainda existe a opção de colheitas ao domicílio?

Infelizmente não conseguimos manter este serviço em todos eles, dada a diminuição de recursos humanos e da capacidade organizacional. Ainda assim, procurámos dar sempre no mínimo esta resposta e conseguimo-lo em muitas das localidades onde temos os nossos postos de colheita, mantendo um serviço domiciliário próximo e por marcação quando requisitados quer pelos utentes quer pelos nossos parceiros do sector social.

DZ – Numa atividade tão sensível como a que praticam, todo o cuidado é pouco. O que mudou na vossa prestação de serviços ao público devido a este contexto adverso?

Sem dúvida que tivemos que adaptar a nossa atividade e adequar os nossos locais de atendimento fosse pela reformulação das salas de espera em que praticamente restringimos a permanência na maioria das mesmas a um utente, pela obrigação do uso de medidas de higienização e uso de equipamentos de proteção individual durante o atendimento e a colheita, pela higienização das mãos á entrada do Laboratório e até por uma maior promoção da utilização das ferramentas online de que dispomos como o envio de resultados por email, a consulta dos resultados na área pessoal ou a consulta dos resultados nas aplicações do Serviço Nacional de Saúde.

(Para ler a continuação desta reportagem adquira a nossa edição impressa, dia 15/05 nas bancas!)